



região metropolitana de Porto Alegre. Fomos até São Leopoldo com apenas R$ 1,70. O Trensurb é uma bela opção de passeio para quem quer ficar off-line por duas horas. A linha iniciou seus trabalhos em 2 de março de 1985 e é um grande recurso para desafogar o tão congestionado trânsito da BR-116. Ao todo são 17 estações em 33 km de trilhos.
conhecemos a dona Jussara Ribeiro. Ela trabalha no Sabor Brasil, um bar bem conhecido da estação Mercado Público. “Adoro atender as pessoas. Tenho oportunidade de fazer novas amizades e conversar com as pessoas. Sempre sonhei fazer Jornalismo, mas não consegui”, conta.
O mais curioso era ver que o bar, dentro da estação, não tinha luz. Eles estão trabalhando assim há sete meses, o que faz com que não possam vender salgados caseiros e outros alimentos que precisam de acondicionamento. “Ele cortaram a luz dia 1º de abril. Dia dos bobos, não é?”, sorri.
Na estação Mercado, encontra-se o principal objetivo da nossa reportagem. A Biblioteca Livros Sobre Trilhos funciona há um ano e é o grande atrativo para quem quer dar uma desopilada durante a viagem.
Carla Casagrande, Gerente da Biblioteca, nota um encantamento das pessoas pelo espaço. “Nós queremos que as pessoas tropecem nos livros. O bacana é ver o cuidado que os leitores têm com os livros e isso envolve um grande espírito de coletividade”, afirma. A Biblioteca Livros Sobre Trilhos é uma parceria da Trensurb, Visa e Instituto Brasil Leitor. Para fazer o cadastro, é necessário levar Carteira de Identidade, CPF e comprovante de residência. O Tempo de empréstimo é de dez dias, mas pode ser renovado por trinta e o acervo pode ser consultado pela internet.A feira parece pulsar como um coração em ritmo acelerado. Uma das principais propostas dela é levar o autor ao público. Esse contato é uma bela oportunidade para conhecer poetas e escritores. Fernanda Pereira da Cruz está autografando o seu livro Grammatica Italiana a portata di mano-v.1. (Gramática Italiana de mão). Muitas pessoas aguardavam ansiosas para pegar o seu autógrafo. Legal foi ouvir tantos “grazie”, “ciao” e “congratulazioni”. “É maravilhoso esse retorno. Ser prestigiado por tanta gente em pleno feriado é ótimo”, orgulha-se Fernanda.
No meio da turma sedenta por autógrafos, é fácil enxergar um senhor muito simpático com sua máquina analógica. Seu Omar trabalha com fotos na Feira do Livro desde 1984. “Quando o Paulo Coelho esteve aqui no meu primeiro ano, eu bati na sessão de autógrafo mais de 600 fotos”, conta o fotógrafo. Perguntamos sobre a velha companheira e ouvimos de bate pronto: “É essa aqui e mais oito”, sorri.
A área Internacional é a oportunidade de fazer um caminho ou fuga para qualquer lugar do mundo. Ilenice Tróia é livreira da banca USA-BRAZIL. Em sua primeira vez na feira ela diz encantada com a quantidade de pessoas que procuram o local. “O nosso diferencial é que trabalhamos apenas como livros usados e isso trás muitos colecionadores”, explica Ilenice.
Pessoas de outros países também participam. Jenny Miller e Anthony Presutto são americanos. Vivem em Porto Alegre e adoram a Feira do Livro. Acompanhe a entrevista em vídeo feita com eles no final desta matéria.
As crianças contam com um espaço dedicado somente a elas. Brincadeiras, jogos culturais e peças de teatro ditam o ritmo desta parte que abre todos os dias às 9h da manhã e recebe escolas de toda a Região Metropolitana. Para quem quer fazer um happy hour com os amigos, existe um belo deck com mesas e cadeiras rústicas que dão um ar sofisticado ao ambiente.
A Feira do Livro não para nesses quinze dias. Os trabalhos começam às 12h30min e encerram-se às 21h. Um caminho de sonhos, de fugas e de imaginação. Caminhar pelas pequenas ruas do evento é passear por letras.
Acompanhe a matéria em vídeo e as fotos com os bastidores da Feira do Livro de Porto Alegre.

Um país que quer parecer globalizado, deve integrar a sociedade com um todo. Com essa proposta surgem os Telecentros por todo o país. Em Porto Alegre já são trinta e quatro telecentros, localizados estrategicamente, à disposição de quem precisa fazer uso da internet. A prioridade são as pessoas com menor suporte financeiro. Segundo dados da Guarda Municipal, que cuida da distribuição e assessora as unidades, todas as comunidades carentes de Porto Alegre já possuem um local que oferece internet gratuita e cursos para as pessoas.
Clique no Mapa para ver onde estão situados os telecentros em Porto Alegre
Alguns desses centros, já oferecem cursos de inglês à distância. Na unidade de formação da Rua João Alfredo, no bairro Cidade Baixa, existe o curso para a 3ª idade. Rodrigo Moraes é instrutor desde maio e está aproveitando a oportunidade para ajudar os idosos. Se formaram, em setembro, noventa alunos “veteranos”.
Ouça o depoimento de Rodrigo sobre a senhora que aprendeu a enviar e-mails ao filho.

No coração do centro de Porto Alegre surge uma alternativa para quem quer o serviço. O Tudo Fácil possui um telecentro com computadores e internet para os usuários. Idosos, jovens, trabalhadores, desempregados, não importa. Todos são recebidos da mesma maneira no local.

– O nosso diferencial está na impressão. Permitimos que as pessoas imprimam seus currículos e documentos. Mas o Orkut foi bloqueado porque a gurizada matava aula para ficar acessando a página deles – afirma Bruno Coelho, monitor do telecentro. Ao contrário do Telecentro do Tudo Fácil, o espaço da João Alfredo permite que os usuários acessem o Orkut.
O surgimento dos telecentros é uma maneira de democratizar mais ainda a informação. Hoje todos podem ter a sua página pessoal, Orkut, Twitter, My Space, Flickr e Blog e oportunidade de acessar a internet. Bendita inclusão digital!
Equipe Caminhos e Fugas
Sim, amigos. Para muitos o nome continua sendo Rua da Praia. A rua mais antiga da cidade é a Rua dos Andradas. Presente desde a Fundação do município é considerada a grande veia pensante do centro da capital.
Local onde é realizada a Feira do Livro de Porto Alegre, da Praça da
Matriz, da Esquina Democrática, de poetas e escritores do século passado. Na Rua da Praia se localizam grandes pontos turísticos da Capital. Casa de Cultura Mario Quintana e a Igreja das Dores, e nela também estão situados outros pontos de interesse, como a Galeria Chaves, a Livraria do Globo, o Museu Hipólito José da Costa, o Museu do Comando Militar do Sul, o jornal Correio do Povo, o Museu do Trabalho, o Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, entre outros.
A arquitetura antiga presente em alguns prédios e postes contrasta com a modernidade dos tempos atuais. Para a maioria das pessoas não passa de um local de passagem. Para outros é local de encontro, trabalho e memórias. O tempo passa e muito se questiona qual a maneira correta de chamá-la. Para os porto-alegrenses isso é o que menos importa. O que realmente importa é o valor histórico da Rua da Praia dos Andradas.
Equipe Caminhos e Fugas