quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Caminhos do Rock em Londres - Por João Freitas

Aperte o play e embarque nesta viagem com o Caminhos e Fugas.



No dia 4 de abril de 2009, eu comecei a realizar um sonho: Conhecer Londres, a capital do mundo.

Saí de Porto Alegre com a ideia de ficar um período mais longo, mas é difícil quando se tem uma boa companheira e uma linda filhota de 10 meses te esperando em casa. Voltei antes, mas voltei satisfeito com o que vi e com as pessoas legais que convivi por lá.

Londres, uma cidade com 7,2 milhões de habitantes é a maior da Europa e diferente de tudo o que você já viu. Podes não conhecer ninguém, mas se aprecias a boa educação, o respeito com o cidadão (seja ele quem for), pontualidade, transporte eficiente, cultura e arte na veia, vai curtir a cidade. Os ingleses são bem camaradas, alegres e prestativos. Qualidades mais raras entre os franceses, por exemplo.

Londres é uma cidade musical e a música está presente nos quatro cantos da cidade e arredores.

Seguindo as dicas “quentes” do meu primo-amigo, Ricardo Barata, que andou por lá no rastro das bandas inglesas, bolei um “roteirinho do rock” e assim dedicava algumas horas do dia para conhecer e registrar os lugares que fizeram e fazem parte da história do rock britânico e mundial.

Vou citar alguns, de vários, locais que achei bem bacanas e para quem curte música eu garanto:
Vale muito a pena conhecer. A sensação é um tanto surreal quando se está frente a frente com uma cena que foi capa de algum álbum, serviu de cenário para algum vídeo ou a casa onde morou alguma personalidade da música.

- 34, Ridgmount Street – Esta casa foi a primeira moradia de Bob Marley. Ele morou nela no ano de1972. O lugar é um prédio típico da arquitetura inglesa, numa rua calma do Bloomsbury. Para chegar até lá pegue o Red Bus Bloomsbury.

- 25, Brook Street – A casa onde em 1968 morou Jimi Hendrix, hoje faz parte do Handel House Museum. Fica no bairro de Mayfair. Pegue o metrô Bond Street.






- Berwick Street – Esta Rua do Soho foi cenário para a capa do álbum What’s the Story?Morning Glory, do Oasis. Para chegar lá, use o metrô Oxford Circus.



- Battersea Power Station – Esta usina elétrica serviu de cenário para a capa do álbum Animals, do Pink Floyd em 1976. Desativada desde 1985, fica no bairro de Wandsworth. Para chegar até lá, o Red Bus é a melhor opção.


- Abbey Road Studio – O estúdio em que os Beatles gravaram mais de duzentas músicas fica na rua com o mesmo nome e igualmente famosa na capa do álbum Abbey Road, de 1969. Para chegar até lá pegue o metrô até St. Johns Wood.




É isso aí! Caso você pretenda visitar as terras da rainha, ou já esteja por aí e quer mais informações sobre o “roteiro do rock”, acesse www.londonbits.com.br e www.england-rocks.co.uk/.

Um abraço.

João Freitas - Fotógrafo

Caminhos do Rock - Por João Freitas


Localize-se:

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Lendo sobre trilhos

O blog Caminhos e Fugas resolveu descansar os seus pezinhos e embarcou numa viagem pela região metropolitana de Porto Alegre. Fomos até São Leopoldo com apenas R$ 1,70. O Trensurb é uma bela opção de passeio para quem quer ficar off-line por duas horas. A linha iniciou seus trabalhos em 2 de março de 1985 e é um grande recurso para desafogar o tão congestionado trânsito da BR-116. Ao todo são 17 estações em 33 km de trilhos.

Antes de iniciarmos esta reportagem, nós paramos para comprar uma água. Foi quando conhecemos a dona Jussara Ribeiro. Ela trabalha no Sabor Brasil, um bar bem conhecido da estação Mercado Público. “Adoro atender as pessoas. Tenho oportunidade de fazer novas amizades e conversar com as pessoas. Sempre sonhei fazer Jornalismo, mas não consegui”, conta.

O mais curioso era ver que o bar, dentro da estação, não tinha luz. Eles estão trabalhando assim há sete meses, o que faz com que não possam vender salgados caseiros e outros alimentos que precisam de acondicionamento. “Ele cortaram a luz dia 1º de abril. Dia dos bobos, não é?”, sorri.

Na estação Mercado, encontra-se o principal objetivo da nossa reportagem. A Biblioteca Livros Sobre Trilhos funciona há um ano e é o grande atrativo para quem quer dar uma desopilada durante a viagem.

Carla Casagrande, Gerente da Biblioteca, nota um encantamento das pessoas pelo espaço. “Nós queremos que as pessoas tropecem nos livros. O bacana é ver o cuidado que os leitores têm com os livros e isso envolve um grande espírito de coletividade”, afirma. A Biblioteca Livros Sobre Trilhos é uma parceria da Trensurb, Visa e Instituto Brasil Leitor. Para fazer o cadastro, é necessário levar Carteira de Identidade, CPF e comprovante de residência. O Tempo de empréstimo é de dez dias, mas pode ser renovado por trinta e o acervo pode ser consultado pela internet.


Exibir mapa ampliado


Escolher bons livros e curtir o passeio. Caminhos e Fugas recomenda o Trensurb para quem gosta de boa leitura e paisagens bacanas. Ainda em tempo, vale lembrar que você pode levar sua bicicleta no trem, pois existe o projeto Ciclista Trensurb, que incentiva as pessoas a deixarem os veículos em casa e usar as famosas “magrelas”. Isso deixa o nosso trânsito cada vez mais ecologicamente correto e desafoga a BR-116.

Veja o vídeo com imagens do passeio.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Passeado por letras na Feira do Livro

O Caminhos e Fugas aproveitou um dos acontecimentos mais especiais da capital e foi visitá-lo. A Feira do Livro de Porto Alegre, que este ano está em sua 55ª edição, vai de 30 de outubro a 15 de novembro na Praça da Alfândega. Já foram patronos da feira grandes personalidades da cultura local, como Érico Veríssimo (22ª edição), Mário Quintana (31ª), Moacyr Scliar (33ª), Luís Fernando Veríssimo (37ª), Lya Luft (42ª), Ru
y Carlos Ostermann (48ª) e neste ano o jornalista Carlos Urbim.

Quem vai a feira encontra idosos, jovens, casais, solteiros, ricos, pobres. Não importa. O que importa é o cheiro de cultura que somente a Feira do Livro tem. Um caminho de lembranças e reencontros. Sobre isso, ouça o áudio feito com o jornalista e escritor Kenny Braga.



Varceli Freitas, mais conhecido como o último fotógrafo Lambe-Lambe de Porto Alegre, já perdeu as contas de quantas feiras do livro participou. Ele é figurinha carimbada no centro da cidade. “Tenhos muitas lembranças. Lembro do escultor Xico Stockinger, que fez a escultura de bronze do Mário Quintana, quando veio tirar uma foto comigo. As pessoas gostam do trabalho, principalmente os jovens. Gosto quando eles dizem: legal, show, bala, irado.”, brinca Freitas.

A feira parece pulsar como um coração em ritmo acelerado. Uma das principais propostas dela é levar o autor ao público. Esse contato é uma bela oportunidade para conhecer poetas e escritores. Fernanda Pereira da Cruz está autografando o seu livro Grammatica Italiana a portata di mano-v.1. (Gramática Italiana de mão). Muitas pessoas aguardavam ansiosas para pegar o seu autógrafo. Legal foi ouvir tantos “grazie”, “ciao” e “congratulazioni”. “É maravilhoso esse retorno. Ser prestigiado por tanta gente em pleno feriado é ótimo”, orgulha-se Fernanda.

No meio da turma sedenta por autógrafos, é fácil enxergar um senhor muito simpático com sua máquina analógica. Seu Omar trabalha com fotos na Feira do Livro desde 1984. “Quando o Paulo Coelho esteve aqui no meu primeiro ano, eu bati na sessão de autógrafo mais de 600 fotos”, conta o fotógrafo. Perguntamos sobre a velha companheira e ouvimos de bate pronto: “É essa aqui e mais oito”, sorri.


A área Internacional é a oportunidade de fazer um caminho ou fuga para qualquer lugar do mundo. Ilenice Tróia é livreira da banca USA-BRAZIL. Em sua primeira vez na feira ela diz encantada com a quantidade de pessoas que procuram o local. “O nosso diferencial é que trabalhamos apenas como livros usados e isso trás muitos colecionadores”, explica Ilenice.

Pessoas de outros países também participam. Jenny Miller e Anthony Presutto são americanos. Vivem em Porto Alegre e adoram a Feira do Livro. Acompanhe a entrevista em vídeo feita com eles no final desta matéria.

As crianças contam com um espaço dedicado somente a elas. Brincadeiras, jogos culturais e peças de teatro ditam o ritmo desta parte que abre todos os dias às 9h da manhã e recebe escolas de toda a Região Metropolitana. Para quem quer fazer um happy hour com os amigos, existe um belo deck com mesas e cadeiras rústicas que dão um ar sofisticado ao ambiente.

A Feira do Livro não para nesses quinze dias. Os trabalhos começam às 12h30min e encerram-se às 21h. Um caminho de sonhos, de fugas e de imaginação. Caminhar pelas pequenas ruas do evento é passear por letras.

Acompanhe a matéria em vídeo e as fotos com os bastidores da Feira do Livro de Porto Alegre.




Equipe Caminhos e Fugas

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bendita inclusão digital


Um país que quer parecer globalizado, deve integrar a sociedade com um todo. Com essa proposta surgem os Telecentros por todo o país. Em Porto Alegre já são trinta e quatro telecentros, localizados estrategicamente, à disposição de quem precisa fazer uso da internet. A prioridade são as pessoas com menor suporte financeiro. Segundo dados da Guarda Municipal, que cuida da distribuição e assessora as unidades, todas as comunidades carentes de Porto Alegre já possuem um local que oferece internet gratuita e cursos para as pessoas.


Clique no Mapa para ver onde estão situados os telecentros em Porto Alegre


Alguns desses centros, já oferecem cursos de inglês à distância. Na unidade de formação da Rua João Alfredo, no bairro Cidade Baixa, existe o curso para a 3ª idade. Rodrigo Moraes é instrutor desde maio e está aproveitando a oportunidade para ajudar os idosos. Se formaram, em setembro, noventa alunos “veteranos”.

Ouça o depoimento de Rodrigo sobre a senhora que aprendeu a enviar e-mails ao filho.


No coração do centro de Porto Alegre surge uma alternativa para quem quer o serviço. O Tudo Fácil possui um telecentro com computadores e internet para os usuários. Idosos, jovens, trabalhadores, desempregados, não importa. Todos são recebidos da mesma maneira no local.


– O nosso diferencial está na impressão. Permitimos que as pessoas imprimam seus currículos e documentos. Mas o Orkut foi bloqueado porque a gurizada matava aula para ficar acessando a página deles – afirma Bruno Coelho, monitor do telecentro. Ao contrário do Telecentro do Tudo Fácil, o espaço da João Alfredo permite que os usuários acessem o Orkut.


O surgimento dos telecentros é uma maneira de democratizar mais ainda a informação. Hoje todos podem ter a sua página pessoal, Orkut, Twitter, My Space, Flickr e Blog e oportunidade de acessar a internet. Bendita inclusão digital!

Equipe Caminhos e Fugas

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rua da Praia ou dos Andradas?

Hoje o Caminhos e fugas veio até um dos principais pontos de Porto Alegre. A cobertura foi feita com imagens captadas de um telefone celular.


Sim, amigos. Para muitos o nome continua sendo Rua da Praia. A rua mais antiga da cidade é a Rua dos Andradas. Presente desde a Fundação do município é considerada a grande veia pensante do centro da capital.


Local onde é realizada a Feira do Livro de Porto Alegre, da Praça da

Matriz, da Esquina Democrática, de poetas e escritores do século passado. Na Rua da Praia se localizam grandes pontos turísticos da Capital. Casa de Cultura Mario Quintana e a Igreja das Dores, e nela também estão situados outros pontos de interesse, como a Galeria Chaves, a Livraria do Globo, o Museu Hipólito José da Costa, o Museu do Comando Militar do Sul, o jornal Correio do Povo, o Museu do Trabalho, o Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, entre outros.

A arquitetura antiga presente em alguns prédios e postes contrasta com a modernidade dos tempos atuais. Para a maioria das pessoas não passa de um local de passagem. Para outros é local de encontro, trabalho e memórias. O tempo passa e muito se questiona qual a maneira correta de chamá-la. Para os porto-alegrenses isso é o que menos importa. O que realmente importa é o valor histórico da Rua da Praia dos Andradas.




Equipe Caminhos e Fugas

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A História que permanece viva na Avenida Independência

Localizada num bairro nobre da cidade de Porto Alegre a Avenida Independência têm referências históricas de 1829. Ela nasceu espontaneamente como ligação entre a vila de Porto Alegre e a Aldeia dos Anjos, hoje a cidade de Gravataí. Vai da Praça Dom Feliciano à Rua Mostardeiro e possui diversos locais a serem visitados. A Independência é uma bela opção para um passeio ao ar livre.

O povoamento dessa região foi impulsionado pela construção da Igreja Nossa Senhora daConceição, que faz parte do patrimônio histórico do estado. A sua construção iniciou-se em 1851 e teve seu finalem 1858. O responsável pela Igreja é o padre Luís Inácio Ledur e suas missas podem ser acompanhadas de segunda a sexta às 18h, nos sábados as 16h e às 18h e aos domingos às 8h30min, 10h e 18h. A secretária, Eliane Cardoso, ressalta a diversificação dos fiéis que procuram a Igreja, sendo esse o diferencial dela. “Durante o dia é um público que transita pelos hospitais da região e procura amparo e descanso. Há dois anos ela abre todos os dias às 8h e fecha às 19h”, explica Eliane. A igreja se mantém com dízimos, vendas de lembrancinhas e eventos organizados pela comunidade.

Ao lado da Igreja está o Museu de História da Medicina. Localizado no Prédio Histórico do Hospital Beneficência Portuguesa, conta com acervos bibliográficos, museológicos, arquivísticos e audiovisual digital. Podem-se encontrar livros, catálogos, manuais de Medicina dos séculos XIX e XX, instrumentos médicos cirúrgicos e aparelhos dediagnóstico que fazem parte da história da Medicina porto-alegrense. O museu cuida da preservação, organização, restauração e divulgação do acervo, além de contribuir com a formação e conhecimento de pesquisadores, estagiários e demais interessados. Para quem deseja fazer pesquisas o horário é das 11h às 17h30min e para visitações o museu está aberto de terça a sexta-feira das 11h às 19h; Sábados, domingos e feriados das 14h às 19h.

Ao caminhar pela Independência chama a atenção um sujeito com um ar de felicidade com o que está fazendo. Miguel Uchoa, 26 anos, nasceu na Venezuela e percorre a América do Sul com seu artesanato. Uchoa já viajou por Uruguai, Argentina e chegou ao Brasil há um ano. Ele expõe seu trabalho ao lado da Igreja Conceição. “Escolhi a região porque aqui posso expor meu trabalho. Se vou para outras regiões, posso perder o que investi horas para fazer. Mas eu estou na boa, como um ninja”, brinca ele.


Do outro lado da rua está um dos pontos gastronômicos mais conhecidos da capital. O famoso Cachorro do R, antigo Cachorro do Rosário. Está desde 1962 em frente ao Colégio Marista Rosário. Renato Martins começou a trabalhar há três meses e encara com felicidade a sua rotina: “É uma honra trabalhar aqui. Os clientes são mais que especiais e acabam virando nossos amigos”, orgulha-se. Angélica Freitas e sua filha Sophia, grávida de oito meses, vieram de Uruguaiana para uma consulta na Santa Casa. Após ouvirem inúmeras histórias sobre o cachorro-quente, mãe e filha decidiram conhecê-lo. “Ouvíamos histórias sobre o cachorro. Por ser muito grande, decidimos dividi-lo”, sorri Angélica.

Próximo a Avenida Mostardeiro, encontra-se um local para quem gosta de uma vida mais saudável e regrada, o Flor de Maçã. Mais do que um restaurante vegetariano, ele é um espaço com vendas de alimentos naturais. Aberto há treze anos acabou tornando-se um dos pontos de referência da avenida. “Nosso público é formado por estudantes e profissionais que trabalham nas redondezas e gostam de uma alimentação saudável”, conta Flores.


A Avenida Independência é uma bela oportunidade de vivenciar um pouco mais de um lugar histórico da capital. Escolha o nosso próximo destino. Participe da nossa enquete e prepare-se para conhecer mais um caminho para a sua fuga.

Equipe Caminhos e Fugas

Veja as fotos e vídeo da Avenida Independência


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Acompanhe o mundo que está perto de você

Caminhos e Fugas surge como uma alternativa para as pessoas que gostam de caminhar. Sozinho ou acompanhado. Dar um tempo no mundo e fugir para um lugar bem perto da sua rotina, essa é a missão do blog. Trazer dicas e sugestões de ruas, falando sobre o que elas oferecem para tornar o seu dia mais agradável.

Somos estudantes de Jornalismo da FAMECOS - PUCRS. A nossa equipe é composta por Rodrigo Adams, Paula Peixoto e Mariana Moraes. O Blog faz parte da disciplina Jornalismo Digital orientada pelos professores Ana Brambilla e André Pase.

Não fuja da realidade. Acompanhe o mundo que está perto de você.

Equipe Caminhos e Fugas.